segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

1o DIA (15/1):Comi moqueca capixaba na orla da praia do morro. Pedalei ate Vitoria. Dormi muito bem entre uma caixa d´agua e uma caixa de alta tensao.

2o DIA (16/1):De Vitoria a Serra, na Barra do Sahi. O sol está castigando, impossivel pedalar de 11 as 15 feliz. Em uma estrada de chao alcancei a barra do Sahi la pelas 23 horas. Havia uma convençao de motoqueiros mas fui direto para o camping e dormi.
3o e 4o DIAS (17 e 18/1):.Conheci o Projeto Tamar e a Cidade de Regencia, onde encontrei a Funbuca e a Foz do Rio Doce. É um lugar para se voltar. Fiquei um dia para curtir a vila. Amanha atravesso o Doce de barco.
5o Dia (19/1):: atravessei o rio Doce e conheci um casal de educadores ambientais q estao pedalando pela america latina. Pedalei com eles e ficamos em Pontal do Ipiranga. Depois escrevo mais sobre la. Acampamos atras de um quiosque e dormimos de frente para o mar.
6o Dia (20/1):. Atravessamos o maior mangue do Estado do ES, e pousamos em Barra nova.
7o Dia (21/1):: Estou em guriri agora, e deixei a preta na bicicletaria pra trocar os raios. La pelas 17 horas prossigo pedalando pra conceicao da barra, e para atravessar outro rio.

8o Dia (22/1) Pousei em Sao mateus. Achei finalmente um itau. e comi acaraje.
9o-11o Dia (23 ,24 e 25/1):: Conheci e fiquei em Itaunas. Lugar bonito demais. Pena que nao vi o teatro de bonecos do casal de ciclistas educadores ambientais. No dia 25 descansei no Riacho Doce: Divisa do Espirito Santo e Bahia!

12o Dia (26/1): Pedalei o dia inteiro na praia. Vento contra. Cansa Bem. Sai da praia procurando estrada e me arrependi. Um senhor me deu informacoes dizendo para voltar para a praia. e me ofereceu almoco! Muuuuuito boa a comida. Descansei ate as 15 e 30 , passei sob o mangue em uma ponte que parecia a " ponte do rio que cai" das olimpiadas do Faustao. Lentamente,passei por ela. o cachorro do moço me seguiu um bom pedaco, e ate me ajudou na travessia de um rio , me mostrando por onde atravessa-lo, Com dor no coracao tive que espantar o meu amigo. Se nao fizesse isso, ele me seguiria ate Mucuri. Espero que tenha voltado bem. tirei uma foto dele de recordacao. Hoje durmo aqui em Mucuri. O meu destino é distante Teixeira de Freitas (100km), nao sei se consigo. Nao é uma cidade litoranea, é apenas minha passagem. e o caminho nada agradavel: Br 101. Estou com muita saudade do meu limao, mae, pai, tia, lucas, renata, alan!
13o Dia (27/01) Nao fui para Teixeira de freitas, pedalei para nova viçosa. Peguei a primeira chuva, muito forte. De Nova Viçosa peguei um salgado barco (R$50!!) até uma ilha. Atravessei a ilha pedalando e empurrando. Ganhei côco no caminho, e do outro lado peguei outro barco para Caravelas.De Caravelas fui no asfalto até Alcobaça, cheguei a noite, e estava tudo deserto.

14o Dia (28/01) Sai de Alcobaça e preguiçosamente pedalei ate Prado, 20 km. Parei em um lugar e conheci umas frutas novas, mas ja esqueci o nome. Peguei o telefone para comprar as mudas (nao sei como vou explicar que planta que é, sem o nome). Daqui vou para um lugar com nome esquisito, talvez pouse la, ou sendo otimista, em Caraiva.


15 e 16o dias (28 e 29). Cumuruxatiba é nome do lugar. O caminho é MUITO bonito, cheio de praias e riachos, como varios sobe - e-desce, que eu e Wagner na viagem pra Guarapari aprendemos a chamar de laçadas. Depois de um tempo a paisagem se repetia: Descida, riacho, subida, pasto com bois, descida, lago, subida e pasto com bois. Isso umas 7 vezes. Nao cheguei em Cumuru. Estava escuro, pedi informacoes a um caseiro (Adriano) e acabei ficando por la. Um casao cheio de bichos, tinha uma macaca que dormia na cama, e eles criavam carneiros.. De la,no outro dia, fui para Cumuru, perguntei quanto faltava para Caraiva e me disseram 15 km. Fui esperando isso, mas no caminho descobri que eram mais de 50 km. Desanimado, sentei em um riacho, atacado por mosquitos, comi 4 latas de sardinha e fiquei matando formigas por afogamento. Levantei e pedalei mais um pouco, pedi informacoes e me falaram para perguntar mais a frente, para o pessoal da reforma. Fui esperando chegar em uma casa sendo reformada. Ate que encontrei um moço que vendia côco. Era um assentamento da Reforma Agraria. Pedi para acampar e ele providenciou o espaço: a igreja. Juntei os bancos e dormi na igreja do assentamento.

17o Dia (30 de Janeiro) Ney, do assentamento, e Carlao, um amigo dele, me levaram de jangada por um atalho no mangue. Pouparam 30 km. Foi fantastico ficar equilibrando a bicicleta naquela jangada furada. Ney ia empurrando e Carlao direcionava. Eu tentava fotografar segurando a bicicleta. Ficamos um tempo no rio, depois voltei a pedalar e ja tinha saido na estrada com as placas de pousada. Corumbau estava proximo. Quando cheguei fiquei conversando com um pessoal do ES, me ofreceram uma porçao. Depois o dono de um restaurante em que pedi informacao me ofereceu comida. Claro que eu aceitei o arroz com feijao peixe e salada.Atravessei o rio pechinchando com o barqueiro. De la fui pedalar pra Caraiva. 12 km. Pouco. Mas 6km eram empurrando a bicicleta carregada na areia fofa. Mas no caminho uma camionete do governo que dava carona para indigenas parou e me ofereceu tb o transporte. fui segurando com custo a bicicleta em cima da camionet para nao cair nas criancas, por 6 km. Alguem me perguntou se eu queria um caminho para evitar a aldeia. Eu disse: aldeia? tem aldeia? claro que eu nao quero evitar! E Foi para la que fui, A Aldeia dos Pataxó, em Barra Velha, conheci Ibe e Sanawe, o samba e a comida dos Pataxo. Eu iria para Caraiva depois do Samba, mas dormi na Aldeia.


18o Dia (31) . Os Kayãbás estavam escassos, mas o manguti delicioso dos Pataxós salvaram o dia. Nelinda, a mae, fez moqueca no côco. Sanawe´, meu amiguinho de 7, 8 anos, me explicava cada semente usada no artesanato. Pedi para ele dançar o Auê, dança dos Pataxo. " Aue eu nao sei, mas eu sei dançar Michael Jackson". Ri muito! Assisti picapau com as crianças. E dormi um tanto. Mais a tarde despedi de todos, Ibe havia chegado do forró, e eu parti para Caraiva. Despedir-me do eu amiguinho Sanawe foi dificil, ele ,que falava tanto, ficou la na rua caladinho. Voltei para dar-lhe um abraço. Rapidamente cheguei em Caraiva, e fiquei em um camping.

19o Dia (1o de fevereiro). Faltam 6 dias para o aniversario da Alessandra, e fiquei triste de ver que nao poderei estar em Minas. Fui de onibus para Arraial para buscar mais kayãbás no Itau. Nunca existe um pertinho de mim. O caminho foi interrompido por Pataxos em um protesto justo, sobre a cobranca daprefeitura sobre a frequencia do turistas nas praias. 15 reais soh para entrar na praia! Fiquei um tempo ali e depois baldiei para Arraial da ajuda, onde peguei os kayãbas e mandei o fax para a matricula na faculdade. Perdi o onibus das 11, mas as 16 pego o outro de volta para Caraiva e para o prossseguimento da viagem de pedal.

2 comentários:

  1. Ei, queria que estivesse aqui, mas como isto não é possível. Espero que esteja feliz onde quer que esteja agora.

    ResponderExcluir
  2. Menino do céu!!! Volta mais não!!!???

    Pelo visto ta curtindo bastante né! Q bom!

    Bos sorte e Bjão!!

    ResponderExcluir